4 curiosidades surpreendentes sobre o álbum de estreia dos Mutantes
Lançado em 1968, o primeiro álbum de estúdio do grupo Os Mutantes é um divisor de águas no rock psicodélico e na música popular brasileira. Unindo a irreverência da Tropicália a arranjos inovadores, Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias transformaram a forma de se fazer música no país. Confira 4 fatos marcantes sobre esse clássico:
1. Gambiarras e eletrodomésticos no estúdio: Sem o acesso à tecnologia gringa da época, a banda utilizou a criatividade para criar efeitos sonoros. Na faixa ‘Panis et Circenses’, por exemplo, é possível ouvir um frasco de inseticida aerosol sendo usado como percussão, além de barulhos de pratos e talheres que recriavam o ambiente de um jantar familiar.
2. Guitarras artesanais revolucionárias: Grande parte do som distorcido e único do grupo vinha dos instrumentos criados por Cláudio César Dias Baptista, irmão mais velho de Arnaldo e Sérgio. Apelidado de ‘o quarto Mutante’, Cláudio construía guitarras e pedais de efeito em casa, incluindo circuitos de distorção inéditos no Brasil.
3. A genialidade de Rogério Duprat: O maestro Rogério Duprat teve um papel fundamental no disco. Seus arranjos orquestrais ousados misturavam música erudita contemporânea com a barulheira pop da banda, criando uma atmosfera verdadeiramente psicodélica.
4. Impacto internacional e o pedido de Kurt Cobain: Décadas após o lançamento, o disco foi redescoberto por astros do rock internacional. Em 1993, durante a passagem do Nirvana pelo Brasil, Kurt Cobain escreveu uma carta manuscrita para Arnaldo Baptista dizendo-se um enorme fã da banda e pedindo que eles se reunissem novamente.
Mais de meio século após seu lançamento, o trabalho de estreia dos Mutantes continua sendo uma referência máxima de inventividade e ousadia na cultura pop brasileira.
