5 curiosidades sobre o álbum ‘A Revolta dos Dândis’ dos Engenheiros do Hawaii
Lançado em 1987, o segundo álbum dos Engenheiros do Hawaii, ‘A Revolta dos Dândis’, é um dos marcos mais importantes do rock brasileiro dos anos 1980. O trabalho consolidou a identidade da banda e o estilo lírico filosófico e provocativo de Humberto Gessinger. Confira cinco fatos marcantes sobre o disco:
1. Mudança sonora radical: Em comparação ao álbum de estreia ‘Longe Demais das Capitais’ (1986), focado na new wave, ‘A Revolta dos Dândis’ trouxe uma sonoridade mais crua, com forte influência do folk rock e arranjos pautados pelo baixo elétrico e guitarras limpas.
2. Conceito literário: O título e a temática do disco dialogam diretamente com a literatura do século XIX e ensaios de pensadores como Albert Camus em ‘O Homem Revoltado’. A figura do ‘dândi’ foi utilizada por Gessinger para abordar a postura do indivíduo crítico e deslocado em relação às massas e à indústria cultural.
3. O clássico ‘Infinita Highway’: A canção mais icônica do álbum possui mais de seis minutos de duração, desafiando a lógica das rádios da época, que preferiam faixas curtas. Mesmo assim, a música se tornou um dos maiores hinos do rock nacional, retratando uma jornada existencialista ao longo da rodovia BR-116.
4. A consolidação do trio clássico: O álbum marca a transição definitiva para a formação conhecida como ‘GLM’ (Gessinger, Licks & Maltz). Com a entrada de Augusto Licks na guitarra e teclados, a banda adquiriu o virtuosismo e o refinamento arranjacional que definiriam seu auge comercial e artístico.
5. Impacto e divisão da crítica: Na época do lançamento, parte da imprensa especializada criticou o disco chamando as letras de pretensiosas. O público, contudo, respondeu com vendas expressivas e shows lotados por todo o Brasil, transformando faixas como ‘Terra de Gigantes’ e a própria música-título em clássicos atemporais.
